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Como se cadastrar para atender planos de saúde: passo a passo do credenciamento

Atender convênios pode dar previsibilidade de agenda e acelerar seu acesso a novos pacientes. Ao mesmo tempo, um credenciamento mal escolhido pode aumentar glosas, travar autorizações e reduzir sua margem.

Neste guia, você encontra um passo a passo prático para credenciamento no Brasil, com documentação, CNES, pontos essenciais de contrato, noções de TISS e critérios para escolher as operadoras certas para seu momento.


BASE O que é credenciamento em plano de saúde

Credenciamento é o processo que permite que um profissional ou clínica entre na rede de prestadores de uma operadora. Após aprovação, você atende beneficiários do plano e recebe conforme as regras do contrato, do padrão de guias e do fluxo de faturamento.

Na prática, credenciamento não é só “cadastro”. É uma decisão de carreira e de operação: valores, autorização, glosas, prazos e regras de rescisão influenciam seu dia a dia e sua sustentabilidade.

TIPO Pessoa física ou pessoa jurídica: qual faz sentido

Credenciamento como pessoa física

Em geral, é mais simples para começar, com menos exigências de documentação de empresa. Pode ser uma porta de entrada para quem atende em consultório próprio ou em salas de terceiros.

Credenciamento como pessoa jurídica

Costuma ampliar opções, principalmente para clínicas com equipe e múltiplas especialidades. Também é comum que operadoras peçam licenças do estabelecimento e, em alguns casos, CNES.

Dica de decisão: se você já tem estrutura, secretária e fluxo de faturamento, PJ tende a ser mais estável. Se você está em fase inicial, PF pode ser um começo mais leve.

MAPA Operadoras principais para considerar no Brasil

Nem toda operadora credencia novos prestadores em todas as regiões ao mesmo tempo. Ainda assim, estas marcas aparecem com frequência na demanda dos pacientes, sobretudo em capitais e grandes centros:

Operadoras nacionais e de grande porte

Planos corporativos e premium que surgem muito em consultórios

  • Omint
  • Care Plus
  • Porto Seguro Saúde
  • Mediservice

Como usar esta lista: comece pelos convênios que aparecem mais nas suas mensagens e no seu bairro. Depois, compare valores e regras antes de abrir agenda.


PASSO Passo a passo do credenciamento

1) Defina seu recorte de convênios

Escolha 1 a 3 operadoras para iniciar. Use critérios objetivos:

  • Demanda real no seu consultório e na sua região
  • Mix de procedimentos que você faz e que o plano remunera
  • Nível de exigência de autorização
  • Prazos de pagamento e histórico de glosas
  • Regra de reajuste e de rescisão

2) Prepare um cadastro completo

O cadastro precisa parecer um “cartão de visita operacional”. Inclua:

  • Especialidade e RQE, se houver
  • Endereço com referência e facilidades de acesso
  • Horários de atendimento por convênio
  • Telefone e e mail para autorização e faturamento
  • Capacidade de agenda por semana

3) Use os canais oficiais da operadora

Prefira páginas institucionais e portais de prestador. Evite intermediários que prometem “credenciar em todos os planos” sem contato direto com a operadora.

4) Envie documentos e acompanhe a análise

Após envio, a operadora avalia critérios técnicos e demanda regional. Em alguns casos há entrevistas, vistoria, checagem de estrutura e confirmação de regularidade profissional.

5) Revise contrato e tabela antes de assinar

Assinatura só vale a pena quando valores, prazos e regras ficam claros. Veja os pontos essenciais logo abaixo.

6) Faça um piloto operacional de 30 dias

Abra agenda limitada para testar fluxo de autorização, envio de guia e glosa. Ajuste processo e equipe antes de ampliar.


DOCS Checklist de documentos para credenciamento

Para médico como pessoa física

  • Documento com foto e CPF
  • Comprovante de endereço
  • CRM ativo e regular
  • RQE, quando aplicável
  • Dados bancários para recebimento
  • Dados do consultório, incluindo contato e horários

Para clínica como pessoa jurídica

  • CNPJ e contrato social
  • Alvará de funcionamento e documentos do local, quando exigidos
  • Licença sanitária, quando exigida
  • CNES do estabelecimento, quando solicitado
  • Relação do corpo clínico com registros e especialidades
  • Dados bancários e contatos de faturamento

Nota: cada operadora pede combinações específicas. Ainda assim, esta lista cobre a maior parte dos processos no Brasil.


CNES CNES: quando entra no jogo

CNES é um cadastro do estabelecimento de saúde. Muitas operadoras pedem CNES para clínicas e serviços com estrutura. Alguns credenciamentos de pessoa física não exigem, mas isso varia por região e tipo de atendimento.

Se a operadora solicitar CNES e você não tiver, trate isso como uma etapa do projeto e não como detalhe. Sem CNES, o processo pode parar.


ACORDO Contrato: o que você precisa checar antes de assinar

Contrato define o seu futuro com aquele convênio. Antes de assinar, verifique:

  • Tabela de valores e códigos com anexo claro do que está contratado
  • Prazo de pagamento e regra de entrega de faturamento
  • Política de glosa e prazo para recurso
  • Reajuste com critério objetivo e periodicidade
  • Rescisão com prazos, forma e regra para guias em aberto

Regra prática: se o contrato não explica reajuste e glosa, sua operação fica refém. Peça clareza por escrito.


TISS TISS e faturamento: como evitar perdas por processo

Atendimento por convênio envolve guia, autorização e faturamento. A padronização existe para reduzir ruído, mas só funciona quando sua rotina segue um padrão interno.

Para uma operação saudável, garanta:

  • Cadastro completo do paciente e do plano antes da consulta
  • Checagem de carência, elegibilidade e necessidade de autorização
  • Registro correto do que foi realizado, com códigos e justificativas quando necessário
  • Conferência antes de enviar faturamento
  • Controle de prazos com protocolo de envio

RISCO Glosas: por que acontecem e como reduzir

Glosa é recusa total ou parcial do pagamento por inconsistência de guia, ausência de autorização, divergência de código ou documentação insuficiente.

As causas mais comuns:

  • Dados do paciente incompletos ou incorretos
  • Guia sem informação obrigatória
  • Procedimento sem autorização quando o plano exige
  • Incompatibilidade entre código e descrição
  • Prazo de envio estourado

As soluções que mais reduzem perda:

  • Checklist por convênio antes do atendimento
  • Regra simples para autorização e confirmação de elegibilidade
  • Conferência de guias antes de envio
  • Rotina semanal para recursos de glosa

FAQ Perguntas frequentes

Quanto tempo demora o credenciamento?

Varia por operadora, região e demanda. Em algumas cidades pode levar semanas. Em outras, alguns meses.

Preciso ter CNPJ para atender convênios?

Não. Muitas operadoras credenciam pessoa física. Pessoa jurídica costuma ampliar opções e pode ser exigida para estrutura de clínica.

Vale a pena atender plano no início da carreira?

Depende do seu objetivo. Convênio pode dar volume e acesso a novos pacientes. Se valores e prazos não fecham sua conta, o custo aparece em forma de sobrecarga e baixa margem.

Como escolher o primeiro convênio?

Escolha o que mais aparece na sua demanda e que tem regras previsíveis. Faça um piloto de 30 dias com agenda limitada. Avalie glosa, retrabalho e impacto na rotina.


Conclusão

Credenciamento é uma decisão estratégica. Quando você escolhe as operadoras certas, assina um contrato claro e mantém processo simples, convênio vira previsibilidade e crescimento saudável.

Se você quer elevar sua rotina com conforto e presença profissional, conheça os jalecos e scrubs da bip feitos para quem vive consultório, ambulatório e plantão com excelência.

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